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PSICOLOGIA – reflexão da Dra. Catarina Castro sobre a importância de abrandar

Vivemos num ritmo acelerado, onde parar parece quase proibido. Há sempre mais uma tarefa, mais uma resposta, mais uma exigência, mais um “tenho de”… Com o tempo, este ritmo constante pode levar a um estado de exaustão emocional e mental que nem sempre é imediatamente reconhecido.


Abrandar não é desistir. Abrandar não é preguiça. Abrandar não é falhar. Abrandar é regular o sistema nervoso. É permitir que o corpo e a mente saiam do estado de alerta constante.


Quando não abrandamos, o corpo sente:

  • Maior irritabilidade;
  • Dificuldade de concentração;
  • Fadiga persistente;
  • Ansiedade aumentada;
  • Sensação de “estar sempre em esforço”.

A mente também precisa de pausas. É no silêncio, no descanso e na desaceleração que conseguimos reorganizar pensamentos, emoções e prioridades.


Abrandar pode ser:

  • Parar sem culpa;
  • Dizer “não” quando é necessário;
  • Reduzir estímulos;
  • Dormir melhor;
  • Voltar a atividades que dão prazer;
  • Permitir momentos sem produtividade.

Não somos feitos para estar sempre em alta performance. A saúde mental também se constrói no espaço entre o fazer e o simplesmente ser. Neste ritmo de vida, abrandar pode ser um ato de coragem e também de cuidado. Às vezes, parar é exatamente o que nos permite continuar.

Dra. Catarina Castro - A importância de abrandar - Psicologia na Cruz Verde
Dra. Catarina Castro em Psicologia na Cruz Verde
Catarina Castro

Psicólogo

Psicologia Clínica